quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bota Calhau esquenta a noite no Paribar

Empolgado com a escolha de seu bar para sede (etílica) do Bota Calhau, seo Luiz, dono do Paribar, garante uma garrafa de cachaça Santo Grau como cortesia para os presentes e amendoim até as 2h. É que a cozinha fecha à meia-noite, ele explica.

O grupo se junta a partir das 21h. Às quintas, rola blues até as 22h30. Depois, é se jogar no samba com voz e violão. O compositor da marchinha do Bota Calhau, Arnaldo Afonso, irá apresentar a música oficialmente hoje.

Ele mesmo nos dá essa palhinha da versão curta da composição:
Nem que um prefeito, um empresário ou um senador
Num depoimento em cadeia nacional
Nos confessasse tudo aquilo que roubou
Nem assim, nem a pau, seu Lalau, dou as caras naquele jornal
Bota calhau... bota calhau...
Bota calhau que hoje é carnaval!!!
Ai... ai ai...plantão, pescoção e o escambau...
Ai... ai ai...é uma putaria esse jornal:
Tira e bota calhau
Tira e bota calhau...
Dá o furo!
Etc e tal!



O criador e a criatura
Para compor a melodia da marchinha, Arnaldo procurou no estilo de Lamartine Babo sua inspiração. “E interpretei de forma bem jocosa, como se fosse um palhaço que estivesse cantando”, conta.

Não é para menos. A letra toda satiriza os principais atores e situações da política brasileira. “Os políticos riem de nós o ano todo. Agora, é a nossa vez”. “Calhau neles”, diverte-se.

Arnaldo Afonso desenha a primeira página do Estadão e chefia a Diagramação. Está no Grupo Estado desde 1994.

Com a jornalista Alessandra da Mata, da Agência Estado, forma a dupla de cantores/clowns, chamada Companhia de Não-Músicos Profissionais (www.myspace.com/ciadenaomusicos). Ambos interpretam contos tragicômicos do escritor José Roberto Torero, musicados pelo próprio Arnaldo Afonso.

O gosto pela música começou criança, quando inventava personagens-artistas e criava músicas para que “eles” a interpretassem. Adolescente, começou a participar de festivais como letrista, o que o encorajou a aprender a tocar violão.

O Paribar fica na Praça Dom José Gaspar, 42, atrás da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no Centro.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Johnny's Bar abre a Maratoma

O Bota Calhau promove hoje a primeira Maratoma - o esquenta itinerante - no Johnny's Bar, a partir das 21 horas. Além de beber e rever os amigos, o objetivo é cooptar novos foliões.

O Johnny fica ao lado do prédio do Estadão, na Avenida Celestino Bourroul, 180, Limão. Hoje, aliás, é dia de cachorro-quente da Sandra (mulher do Johnny), com molho especial.
Mas quem gosta de comida de botequim, a recomendação é experimentar o bolovo ou experimentar um dos pasteis da casa.

No freezer, além das marcas tradicionais de cerveja (Skol, Brahma e Original), tem Heinecken, Norteña, Patrícia e Cerpa.
* Caricatura feita por Carlinhos Müller, do Estadão

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Metalinguística: Bota Calhau por ele mesmo

Para não deixar dúvidas quanto à definição do Bota Calhau, a repórter Jussara Soares, do Diário de S. Paulo, e uma das idealizadoras do bloco, recorreu ao dicionário jornalístico e carnavalesco, de onde extraiu que:

Calhau – Anúncio do próprio jornal usado para cobrir espaço não utilizado na página.

Botar calhau - Significa acelerar o processo de fechamento colocando um anúncio em lugar do espaço inicialmente previsto para a matéria.

BOTA CALHAU- Bloco da imprensa paulistana criado por jornalistas bambas e outros nem tanto que querem sair cedo da redação e ir pro samba. Tem fins lucrativos de alegria ampla, geral e irrestrita. Mas não paga nada, só o que você beber nos esquentas itinerantes, nos bares perto da redação, e no Paribar, na Praça Dom José Gaspar, todas as quintas-feiras a partir das 21h e tals. O Bota Calhau começou como uma brincadeira. E vai ser até o fim.